sábado, 30 de janeiro de 2010
Complexo de inferioridade.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
No Name #2.
Eu escreveria sobre as flores, mas a minha sede é maior. Como algo consegue me dominar e me perturbar tanto? Eu bem que poderia rir. Mas rir simplesmente? – Não!... Talvez, nem escrever seria o bastante. O que eu preciso mesmo é viver. Mas como viver? Andar e seguir somente? – Sim, acredito. Pois isso ajudaria. Preciso respirar. Respirar um ar diferente do qual estou acostumado. Andar e respirar, respirar, respirar... Será que viver um dia já vivido poderia me satisfazer? – Não, acho que não. Querer viver um dia mais de uma vez é audácia. Não, não quero. Eu preciso sair e ir. Nada, porém, me permite seguir... E aí?! O que pode me permitir? O Sol me permitiria? Provavelmente, amanhã isso passará só pelo simples fato de ser um dia novo. Mas como saber se estarei aqui amanhã? A vida me garante? – Sim, crer na vida me basta. Se eu desisto, não vivo. E, acreditar na vida, já é um pretexto para seguir. Se eu sigo: vivo e pronto! Se me coloco ao inverso de tudo o que eu já disse, é porque acredito que crer é monótono. Sendo assim, nada me garante a vida – só a dúvida.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Perto do Coração Selvagem.
(Clarice Lispector)
domingo, 24 de janeiro de 2010
Da dor.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Pré-clímax.
(Clarice Lispector)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Flores por Tori Amos.

Datura 
Royal Capesegunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A Idade da Razão.
- Isso de me conhecer não me interessa tanto assim – disse simplesmente.
- Eu sei – atalhou Marcelle -, não é um fim, é um meio. É para libertar-se a si próprio; olhar-se, julgar-se: sua atitude predileta. Quando você olha, imagina que você não é o que está olhando, que você não é nada. No fundo, é o seu ideal: não ser nada.
- Não ser nada – repetiu lentamente Mathieu. – Não. Não é isso. Escute: eu... gostaria de nada dever senão a mim mesmo.
- Sim. Ser livre. Totalmente livre. É seu vício.
- Não é um vício – disse Mathieu. – É... Mas que quer você que a gente faça, então?
Estava irritado. Tudo isso, ele o explicara cem vezes a Marcelle e ela sabia que era o que mais lhe importava.
- Se... se eu não tentasse viver por conta própria, existir me pareceria absurdo.
Marcelle tomara um ar sorridente e obstinado:
- Sim, sim... é seu vício.
(J.P. Sartre)
