sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

No Name #2.

Eu escreveria sobre as flores, mas a minha sede é maior. Como algo consegue me dominar e me perturbar tanto? Eu bem que poderia rir. Mas rir simplesmente? – Não!... Talvez, nem escrever seria o bastante. O que eu preciso mesmo é viver. Mas como viver? Andar e seguir somente? – Sim, acredito. Pois isso ajudaria. Preciso respirar. Respirar um ar diferente do qual estou acostumado. Andar e respirar, respirar, respirar... Será que viver um dia já vivido poderia me satisfazer? – Não, acho que não. Querer viver um dia mais de uma vez é audácia. Não, não quero. Eu preciso sair e ir. Nada, porém, me permite seguir... E aí?! O que pode me permitir? O Sol me permitiria? Provavelmente, amanhã isso passará só pelo simples fato de ser um dia novo. Mas como saber se estarei aqui amanhã? A vida me garante? – Sim, crer na vida me basta. Se eu desisto, não vivo. E, acreditar na vida, já é um pretexto para seguir. Se eu sigo: vivo e pronto! Se me coloco ao inverso de tudo o que eu já disse, é porque acredito que crer é monótono. Sendo assim, nada me garante a vida – só a dúvida.

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