De repente me vi honrado por fazer parte de um vínculo tão sincero que a vida escolheu para me dar. Estou tão grato e nem sei se agradeço de forma merecida por tal realidade. Amanhece e acordo com a imagem do ser amado – o responsável por esses meus dias de alegria acentuada. Vou ao banheiro, olho o espelho e, confuso, pergunto-me se aquele rosto que vejo é mesmo o dele. Pego o ônibus com o anseio de ver o meu hermano de moletom azul pela janela do mesmo, ou trocar algumas palavras com ele para seguir bem a minha rotina. Infelizmente, isso não ocorre diariamente.
Nessa sexta-feira, ri da situação que aconteceu pela manhã: estava tão ansioso para ver o meu mundo almejado que peguei o ônibus cedo demais! Quando passei por onde ele costuma ficar, vi que ali não estava. Alguns metros depois, vi-o, mas ele iria pegar o próximo transporte. A velocidade daquele mecanismo não permitiu que ele me olhasse também. Senti-me frustrado e depois achei a situação tão cômica que ri sozinho...
No decorrer do dia a saudade é um tormento constante. Até que, finalmente, a noite chega para vê-lo nos meus sonhos.
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