quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cantada

Depois de ter você...
Pra que querer saber
Que horas são
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve uma canção
Como essa...

Depois de ter você
Poetas para que
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas
Para que servem as ruas?
Depois de ter você...

(Por: Adriana Calcanhotto)

Depois de ver você

A saudade não cala?
- Não...
A saudade é um tormento
Até o momento em que a lua apresenta o seu brilho
O seu brilho!
E só então eu posso te ver
E só então eu posso te ouvir

Noite sem ninguém?
- Não!...
Não há solidão com o luar
Porque tenho você comigo
E assim fico resguardado da escuridão

Fico enlevado com os sonhos que tenho na boca da noite
Porque você está lá
E nunca, nunca deixa de estar
E nunca, nunca vai deixar de estar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Em mim.

O seu olhar no meu me conforta
O seu olhar no meu me contenta
O seu olhar no meu me aquieta
O seu olhar no meu me desvenda

A sua mão na minha me protege
A sua mão na minha me consola
A sua mão na minha me revela
A sua mão na minha me aquece.

domingo, 25 de outubro de 2009

Versos brancos, verdes e azuis


By O Menino do Moleton Azul e O Editor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vitalidade.

Sinto-me mais vivo hoje. É como se meus olhos – antes mergulhados no escuro – avistassem tudo ao redor com uma limpidez maior. Agora, o que tiver de acontecer será conseqüência. O amanhã é o depois que eu sei esperar.

E é sempre bom ouvir sua afetuosa voz mesmo que por um breve momento, mon petit!

Será que cabem 1000 “te amos” aqui?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ser Verde

Made in Paint.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sou seu sabiá

Se o mundo for desabar sobre a sua cama
E o medo se aconchegar sob o seu lençol
E se você sem dormir tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama ela chega aí
Você pode estar tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir, e coração de escutar
E nunca me farto do uníssono com a vida
Eu sou, sou seu sabiá
Não importa onde for vou te catar
Te vou cantar te vou te vou te vou te vou
Eu sou, sou seu sabiá
O que eu tenho eu te dou
O que tenho a dar?
Só tenho a voz cantar, cantar, cantar, cantar...

(Caetano Veloso)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vai embora, timidez!

"Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pro que eu sentia..." * Refleti por que escrevo tanto e falo tão pouco. E quando nós pensamos, pensamos e pensamos, achamos conclusões... bom, a causa dessa minha certa mudez são os intrusos, os estrangeiros do nosso mundo. Por isso minha preocupação exacerbada de escolher as palavras que vão sair da minha boca e as minhas outras ações quando eles estão por perto, apesar de, às vezes, não agüentar e falar o que eu sinto.

Poxa, é claro que não ligo para eles! Ligo para nós! Não fico tímido por sua causa, não mesmo! Você é a pessoa com a qual eu me sinto livre para falar sobre tudo, e como é bom falar contigo, embora o silêncio, de vez em quando, seja necessário. “Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém” *. O que eu queria mesmo era apresentar a eles o que sinto por você (e como sinto!). Por favor, não vá pensar que tenho vergonha de nós! Nunca tive vergonha da gente,e se há algo para eu ter convicção é de que eu nunca terei vergonha da nossa união, pois não há nada mais bonito nesse universo do que ver dois seres demonstrando ter um sentimento sincero.

“E eu sei que você sabe quase sem querer que eu vejo o mesmo que você...” * Será que eles entenderiam que duas almas iguais podem estar no corpo de indivíduos tão parecidos? Vai saber...

Concluo: escrevi e escrevi, e não me importo mesmo com o que eles pensam ou deixam de pensar. Um dia, não muito distante, eu vou te abraçar bem forte sem ligar o mínimo para eles.

(*)Créditos: Quase Sem Querer – Legião Urbana.

sábado, 17 de outubro de 2009

São exatamente 2:12 h da madrugada e a imagem do seu olhar permanece fixa na minha memória.

À tout à l'heure, monsieur!

Mão e Luva


Nós: mão e luva.

Será que eu excedo em minha euforia?

O único fato que não me faz ter repúdio da nossa despedida é o nosso “último” olhar. Aquele que não leva mais que 3 segundos, mas que me marca tanto que penso nele a cada instante. Sim, a cada instante! Sem exageros, sem superficialidades...
Eu acordo e tomo café-da-manhã pensando em você. Pego o ônibus, vou à escola e, mesmo lá, fico com o pensamento em você! O mais engraçado é que estou realmente ficando bobo. Minha cara não engana. Será que alguém repara? (não ligo mesmo para isso). Mas sei que se qualquer um me ver com a face patética é porque estou em outro mundo. No seu mundo.
Deus, será que estou antecipado? É que não posso controlar meus desejos, Senhor. Perdoai-me por isso!
Eu tenho tanto o que lhe falar, mas será que sei dizê-lo? E se eu tropeçar em alguma palavra e você não entender? E se eu te perder? Não, não quero imaginar assim! Não agüentaria: meu desespero seria infinito...
Será que eu excedo em minha euforia?
Enfim, são tantas indagações, porém carrego a certeza de que tenho enorme afeto por você. Afeto este que pode ser muito bem transformado em três palavras.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Morning Bell

De repente me vi honrado por fazer parte de um vínculo tão sincero que a vida escolheu para me dar. Estou tão grato e nem sei se agradeço de forma merecida por tal realidade. Amanhece e acordo com a imagem do ser amado – o responsável por esses meus dias de alegria acentuada. Vou ao banheiro, olho o espelho e, confuso, pergunto-me se aquele rosto que vejo é mesmo o dele. Pego o ônibus com o anseio de ver o meu hermano de moletom azul pela janela do mesmo, ou trocar algumas palavras com ele para seguir bem a minha rotina. Infelizmente, isso não ocorre diariamente.

Nessa sexta-feira, ri da situação que aconteceu pela manhã: estava tão ansioso para ver o meu mundo almejado que peguei o ônibus cedo demais! Quando passei por onde ele costuma ficar, vi que ali não estava. Alguns metros depois, vi-o, mas ele iria pegar o próximo transporte. A velocidade daquele mecanismo não permitiu que ele me olhasse também. Senti-me frustrado e depois achei a situação tão cômica que ri sozinho...

No decorrer do dia a saudade é um tormento constante. Até que, finalmente, a noite chega para vê-lo nos meus sonhos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Contraste

Faltavam alguns minutos para as 3h da tarde e decidi entrar nesse diário virtual. Primeiramente, fui olhar o seu com a finalidade de ler suas palavras que me fazem muito bem. Depois, olhei o meu. Reparei no lugar onde o ‘zero’ costumava ficar, mas, para o meu contentamento, vi que ali estava o ‘um’...
Enquanto eu pressionava ligeiramente a tecla esquerda do mouse para verificar o que aquele ‘um’ me apresentaria, ouvia ‘I Might Be Wrong’ do Radiohead. A letra não correspondia àquela minha situação, contudo a canção por inteira me deixou liberto para absorver qualquer realidade. E, apesar da melancolia que ela transmite, eu fiquei feliz com aquele momento. Exatamente quando o Jonny começou a tocar sua guitarra me oferecendo o solo, eu li seu comentário: sincero e simples. Tive vontade de gritar quando o Mr. Yorque começou a sussurrar o seu ‘ah’ de angústia.
A música foi de encontro aos meus sentimentos e, mesmo assim, deu-me alguns minutos de encanto, juntamente com suas idéias transcritas que sempre me deixam exultante.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Todo e Tudo

Complemento. Suplemento. Acabamento. Remate.

É outro planeta, no qual eu quero habitar. Este - primoroso por si só - é dono de um verde singular, incrível. Não há barulho de carros, nem poluição e possui os mais belos rios e mares. Ah, o mar! Dotado de um azul tão esplendido e vivo. E a tarde turquesa? Alegre e pura.

Metade. Meio. Diâmetro.

TODO e TUDO.

Sonho (Meu)

Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer
Qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando
De mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento
Dure a vida inteira
E além da vida
Ainda de manhã
No outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer.

(Se Tudo Pode Acontecer. Composição: Arnaldo Antunes / Paulo Tatit / Alice Ruiz / João Bandeira)

Embaraço

Segurei sua mão, hermano, para senti-la; você confundiu a minha ação como despedida, mas não era (risos) . Além disso, eu nem disse ‘até mais!’, quem disse tal frase foi você e, então, eu a disse também. Enfim...
+
TUDO: pron. Indef. 1. A totalidade das coisas e/ou animais e/ou pessoas. 2. Todas as coisas. 3. Coisa essencial, fundamento.
(Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda; Dicionário Miniaurélio Século XXI; Nova Fronteira, 2001).
+
Dois dias de saudade é muito tempo. Já sinto sua falta, dude.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bel-Prazer

Nem sei como expor essa minha volição, mas eu quero ver-te e ouvir-te numa intensidade maior. Sinto-me novo quando estou ao seu lado, é como olhar um novo alvorecer! Nem sei como explicar, nem como falar, nem como demonstrar. Ou melhor, sei o bem, mas, se eu fizer isso, terei receio de te perder de repente. Tudo é novo para o meu sistema, juro. Até agora, nada foi personificado. Não tenho certeza se tenho pressa. Tenho medo de não seguir as pistas corretas. Será se estou indo pelo caminho inesperado? Se estiver, absolva o meu descaso. Posso não entender as referências, porém o meu objetivo será único: seguir ao seu lado. Além disso, eu sempre estive à sua espera. E você chegou! Espero que nada seja célere e que, ao mesmo tempo, nada seja vagaroso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

José e a Crônica

José foi um jovem escritor que seguia a vida como qualquer outro homem comum. Até que, domingo passado, não fizera uma crônica, mas ela o fizera. Depois de ter o feito, a buliçosa quis apropriar-se do moço. José passou a dividir seu próprio corpo com aquela crônica. Sem ser percebida, ela tomava cada vez mais a liderança. Ele, dia após dia, passava a ser uma propriedade dela! Nada José podia fazer para que a danada se desapropriasse dele, pois não desconfiava que houvesse uma crônica dentro de si. Além disso, não há remédio para a cura de uma crônica, ora.
Viveu de forma habitual até que um dia ela foi violenta o suficiente para expulsá-lo do seu corpo. Assim que o expulsou, percebera que, sem ele, não podia tomar conta daquela vida. Que estúpida! Ela, então, deixou aquela propriedade e foi procurar outro canto para morar.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Perdoa, meu bem

Ficaram inquietos, quando começara a ler suas palavras, estes meus olhos pequenos e escuros. Deixaram a timidez de lado e tornaram-se curiosos, agitados e satisfeitos. Logo, algo novo ocorreu: engoli uma bolha de ar. Mas como? Não sei, ao certo... Inspirei uma quantidade maior de ar, e, com ele, vieram suas idéias. Desculpe-me, mas foi uma situação tão repentina. Não pude evitar! O seu eufemismo me confundiu. Aquelas letras lhe pertencem. Quero pedir sua permissão para que eu possa absorvê-las com certeza, pois eu creio que sou o porquê delas. Perdoa minha ânsia, meu bem.

Nós sabemos

X. – Sabe? Eu sei o que você sabe.
Y. – Você sabe o que eu sei?
X. – Sim, eu sei.
Y. – Eu sei disso há muito tempo. Nem lembro mais o momento exato em que fiquei sabendo...
X. – Eu também sei disso há anos.
X e Y. – Acho que eu já nasci sabendo disso...
Y. – Sério?!
X. – Sim.
X. – Antes, não fazia nenhum sentido...
Y. – Agora faz?
X. – Sim. Sinto-me feliz por saber o que sei.
Y. – Eu também me sinto feliz por saber disso. É importante para mim.
X. – Para mim também...
Depois de 32 segundos:
Y. – Que bom que você também sabe o que sei!
X. – Que bom que eu encontrei uma pessoa que sabe o que sei!