Bem, não sei como iniciar esse texto. Sim, sei bem sobre o que vou abordar, mas não sei como transcrevê-lo (isso acontece muito comigo). Talvez um tipo de ‘retrospectiva-analítica-informal’, estou incerto.
Sinto-me cercado de certezas e incertezas nesses últimos tempos - o que não é surpreendente para ninguém, pois todos se sentem dessa maneira de um modo direto ou indireto. Tenho, porém, conseguido equilibrá-las até agora (ao menos). Nesse ano, principalmente, pude notar o quanto a convivência é necessária a fim de obter uma maior avaliação acerca do outro e até de si mesmo. A qual ponto é possível chegar para demonstrar proteção e preocupação? Acredito que o clímax desse estado seja apresentado juntamente com a compreensão, que, de início, pode ser notada com certa dificuldade. Quanto a mim, o que vale é o respeito pelo que é individual, particular. Isso pode ocorrer quando há uma interligação familiar.
Quando uma vida é compartilhada com outra, sem laços biológicos, há um rumo diferente. Não é possível levar em conta as desconsiderações, além disso, existem muitas divisões a serem tomadas. Mas toda essa situação não é evidenciada com nitidez porque senão tudo iria parecer uma tarefa complicada e um relacionamento não é uma tarefa. É algo que tem seu significado baseado na seriedade, pois a verdade e a sinceridade devem estar traçadas juntamente com ele. Muitas coisas banais podem surgir, e é daí que vem parte da minha incerteza. Às vezes, penso que não sou o ideal, apesar de saber que o que é ideal é ilusório. E isso, realmente, eu não queria ser. Todas essas coisas utópicas me incitam. Penso erroneamente quando tento ligar idealizações às veracidades. Isso é um fato que me cerca, quase que constantemente. Talvez, haja sim um alguém que possa agradar, de forma mais intensa que eu, o espírito. Um que seja menos torto e menos desengonçado. Um menos acanhado e menos embaraçado. Mas não sei se haveria tempo de chegar-se a ter vontade para isso. Espero, com muita veemência, que esse dia não chegue.
Fora isso, estou muito bem. Disso estou certo. Claro que faltam algumas coisas para o meu contentamento estar completo, mas nenhum ser humano vive satisfeito - isso não seria vida.

Nossa... que tocante... Não sei.
ResponderExcluirBonito!