segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Olha o Sopro do Dragão!

O Dragão estava parado no alto da colina. Meditando com o olhar fixo no horizonte. Horizonte Metanóico. E o apito – seu fiel companheiro – permanecia ao seu lado. De repente, o pulmão da criatura se expandiu. Ele, então, pegou o apito que, por sua vez, ficou feliz, feliz, feliz... Teria o animal reconhecido sua função? Finalmente, o objeto encontrou sua suposta paixão: o sopro do Dragão. O Dragão não sabia o que era paixão, nem qual era o significado da palavra amor. Desamado! Desalmado! Desumano, claro! Logo, ocorreu algo: o apito notou que o sopro era muito soturno. Aaaaaaaaaargh! Insuportável... Chegou a desconfiar se aquilo era mesmo um sopro, mas ele, ingenuamente, cumpriu sua função. E o apito se conformou. Conformou-se. Acomodou-se. Moldou-se. E todos viveram bem. Bem, bem, bem.

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