sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Pré-clímax.
(Clarice Lispector)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Flores por Tori Amos.

Datura 
Royal Capesegunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A Idade da Razão.
- Isso de me conhecer não me interessa tanto assim – disse simplesmente.
- Eu sei – atalhou Marcelle -, não é um fim, é um meio. É para libertar-se a si próprio; olhar-se, julgar-se: sua atitude predileta. Quando você olha, imagina que você não é o que está olhando, que você não é nada. No fundo, é o seu ideal: não ser nada.
- Não ser nada – repetiu lentamente Mathieu. – Não. Não é isso. Escute: eu... gostaria de nada dever senão a mim mesmo.
- Sim. Ser livre. Totalmente livre. É seu vício.
- Não é um vício – disse Mathieu. – É... Mas que quer você que a gente faça, então?
Estava irritado. Tudo isso, ele o explicara cem vezes a Marcelle e ela sabia que era o que mais lhe importava.
- Se... se eu não tentasse viver por conta própria, existir me pareceria absurdo.
Marcelle tomara um ar sorridente e obstinado:
- Sim, sim... é seu vício.
(J.P. Sartre)
Sobre a Vírgula.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
(Campanha dos 100 anos da ABI)
Into the Sun.
I will follow you into the sun
And after all my love
I will follow you into the sun
And all the tears you cry
Will one day be dry
And like birds we'll fly
Up into the sky
Our love will survive"
domingo, 17 de janeiro de 2010
Morangos Mofados.
(Caio Fernando Abreu)

