
domingo, 17 de janeiro de 2010
Da indiferença.
Em certas ocasiões, acredito que posso demonstrar uma indiferença “pacífica”. Quando algo nem agrada, nem desagrada é plausível observar tal desinteresse. Talvez com um sorriso impassível, ou com um olhar que concorda apenas por não ter que ficar excluído de determinada opinião. E, como alguém já disse: “A indiferença é a expressão suprema do tédio”. É aí então que você se adapta ou, ao menos, tenta se adequar à realidade para não ser visto como um indivíduo monótono e cansativo.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Le meilleur rire du ciel.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Momento 6
tudo será em nós,
e saberemos descobrir o verso oculto
até nos mais desprezados objetos.
Então, de toda a Poesia
se fará um só poema.
Conosco todas as coisas serão chamadas,
e cada uma responderá em nós,
porque todo minuto de cada espaço
está fixado no Eterno,
e há mais que o simples ser em cada coisa.
(Linhares Filho)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Nous sommes tous à gauche.
Em suma, todos nós possuímos uma parte inclinada e diferente. Algo que é paradoxal. Aquilo que evidencia a posse de uma personalidade desconhecida e incontrolável. Triste. Intolerante. Inexplicável. É, metaforicamente, uma queda, um deslize. Doce herança ancestral.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
Pela Noite.
“(...) E se realmente gostarem? Se o toque do outro, de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você? Se te der vontade de viver? Se o cheiro de suor do outro também for bom? Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons? O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. (...) E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo. No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. (...) O que é que você queria? Rendas brancas, imaculadas? Será que o amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, quando qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, (...) se tudo isso for o que chamam de amor? Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza, e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo, que é igual, talvez tragicamente igual. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.”
(Caio F. Abreu - Triângulo das Águas)


